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A Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) avaliou os avanços no combate à fome e definiu novas estratégias para fortalecer a segurança alimentar durante reunião ministerial realizada nesta segunda-feira (16.12), em Brasília. O encontro analisou dados da Ebia 2024 e discutiu ações para consolidar os resultados alcançados.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o ministro Wellington Dias reforçou o compromisso do governo em retirar o Brasil do Mapa da Fome. “O Brasil está saindo da pobreza e caminhando direto para a classe média”, afirmou.
Em julho, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) anunciou a saída do Brasil do Mapa da Fome. O país registrou menos de 2,5% da população em situação de subnutrição na média trienal 2022/2023/2024.
Dados do IBGE divulgados em dezembro mostraram que o Brasil atingiu os menores índices de pobreza e extrema pobreza desde 2012. Entre 2023 e 2024, mais de 10 milhões de pessoas superaram essas condições.
Novas estratégias aprovadas
A reunião, conduzida pela secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity, aprovou o novo regimento interno da Caisan e o balanço do Plano Brasil Sem Fome. Foram discutidas medidas para avançar na superação da insegurança alimentar.
A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elizabetta Recine, destacou os desafios para 2026. “Precisamos garantir a transição agroecológica, terra e território, acesso a alimentos adequados para todas as pessoas”, afirmou.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, citou os resultados positivos das políticas de combate às desigualdades. Já a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou a importância de ações voltadas para a segurança alimentar feminina.
Sobre a Caisan
A Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). O colegiado permanente reúne 24 ministérios e é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
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