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As ações da Força-Tarefa Previncêndio (FTP) em Minas Gerais resultaram em uma redução de 37% na área queimada nas Unidades de Conservação (UCs) em 2025, em comparação com a média histórica. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o resultado superou em 17% os índices de 2024.
Parques estaduais como Serra do Cabral e Serra do Rola Moça registraram os menores índices de área queimada desde 2013. Outras unidades, como Pico do Itambé, Rio Doce e Rio Preto, também tiveram quedas significativas. A Área de Proteção Ambiental (APA) Alto do Mucuri reduziu incêndios em 95%, e a Floresta Estadual do Uaimii, em 86%.
Celeridade no combate
Segundo o relatório, 70% dos incêndios foram controlados em até 24 horas. A integração entre bombeiros e brigadistas contribuiu para que 98,7% das áreas protegidas permanecessem preservadas em 2025. O ano teve condições climáticas menos severas, mas ainda registrou dias de baixa umidade e altas temperaturas, principalmente nas regiões Norte e Noroeste.
A Força-Tarefa Previncêndio reúne o CBMMG, órgãos de Segurança Pública e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG), com apoio do ICMBio e do Ibama. Tecnologias de monitoramento e aeronaves especializadas foram utilizadas para otimizar as operações.
Estratégias adotadas
Em 2025, as principais ações incluíram o reforço operacional do CBMMG, com 503 militares e treinamento de 1.858 brigadistas. Foram instaladas sete Bases Operacionais Avançadas em UCs prioritárias, totalizando 968 ações de prevenção e combate. Além disso, 18 unidades do IEF mantiveram cerca de 100 brigadistas em atividade diária.
O combate aéreo contou com 12 aeronaves Air Tractor e helicópteros das forças de segurança. A Sala de Coordenação Operacional e a plataforma GeoFOGO permitiram monitoramento em tempo real e gestão de recursos.
“O trabalho integrado da Semad-MG com o Corpo de Bombeiros tem sido fundamental para enfrentar esses desafios”, afirmou a secretária Marília Melo. A comandante-geral do CBMMG, coronel Jordana Filgueiras, destacou a importância da tecnologia e capacitação para proteger a biodiversidade.
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