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O Ministério da Igualdade Racial (MIR) realizou na terça-feira (16) a segunda edição do evento “Integridade Pública e Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”. A atividade marcou os dois anos do Programa de Integridade do órgão e reuniu especialistas para debater estratégias contra práticas discriminatórias no serviço público.
De acordo com o MIR, a secretária-executiva Rachel Barros destacou durante a abertura a persistência de culturas de violência e discriminação na sociedade. “Sabemos que os casos de violência contra as mulheres são fruto de uma cultura que persiste numa sociedade muito baseada na discriminação, no racismo, no etarismo”, afirmou.
Jorge Aguiar, chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do MIR, ressaltou que o evento busca fortalecer valores institucionais. “Mais do que um encontro técnico, este evento representa um esforço de promoção de uma cultura organizacional voltada à construção de um ambiente íntegro, saudável e seguro”, declarou.
Mesa temáticas e debates
As discussões abordaram a integridade pública como eixo central no combate ao assédio e à discriminação. Representantes de diferentes órgãos compartilharam experiências sobre ética, ouvidorias e gestão da integridade no serviço público.
A conselheira de Ética da Presidência da República, Marcelise Azevedo, alertou sobre a necessidade de mecanismos de proteção. “Sem mecanismos de proteção e responsabilização, as pessoas vão continuar não denunciando […] porque irão se sentir novamente assediadas e, às vezes, mais uma vez discriminadas”, afirmou.
Murilo Oliveira, coordenador de Integridade do MIR, destacou a importância de uma visão de futuro. “É importante trazer a perspectiva e a visão de futuro ligadas ao debate sobre integridade pública e ao mesmo buscar o foco sobre a prevenção e o enfrentamento”, disse.
Luciano Góes, coordenador Jurídico da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, citou o conceito Ubuntu como base ética. “Precisamos partir do Ubuntu, uma perspectiva ética coletiva, que nos coloca no mesmo cenário, porque possui como princípio fundamental a coletividade”, explicou.
Programa de Integridade
Lançado em 2024, o Programa de Integridade Pública do MIR completou dois anos com avanços na consolidação de práticas voltadas à ética e transparência. O evento serviu para apresentar os resultados alcançados até o momento.
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