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Mais de 600 mil professores da educação básica deixarão de pagar Imposto de Renda com a isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 51,6% dos docentes da categoria passam a ser totalmente isentos, ante 19,7% antes da reforma tributária.
A Lei nº 15.270/2025 amplia a faixa de isenção total e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. Segundo o Ipea, 1 milhão de professores terão aumento na renda disponível, sendo que 620 mil não pagarão mais o tributo. Outros 21,9% terão redução na carga tributária.
Impacto no piso salarial
Considerando isenção total e descontos, 73,5% dos professores serão beneficiados. O ganho é maior para quem recebe próximo ao piso nacional do magistério, fixado em R$ 4.867,77 em 2025. Antes da reforma, esses profissionais pagavam alíquota máxima de 27,5% sobre a base tributável.
“O ganho médio anual estimado para esse grupo é de R$ 5.079,84, o que equivale a quase um salário adicional no ano”, afirma Paulo Nascimento, coordenador do Ipea. O estudo foi realizado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2022, com dados corrigidos pela inflação até outubro de 2025.
Diferenças entre redes de ensino
Na rede privada, 82,2% dos professores estarão isentos, contra 42,5% na pública. A disparidade reflete a estrutura salarial: no setor privado, predominam jornadas parciais e remunerações mais baixas. Estados como Alagoas, Minas Gerais e Paraíba têm mais de 60% dos docentes isentos.
No Distrito Federal, 63,4% dos professores permanecem na alíquota máxima. O estudo destaca que a reforma beneficia proporcionalmente mais a rede privada, onde há maior concentração de salários abaixo do novo teto de isenção.
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