Fim da notícia
agenciamg-423

Denúncia do MPMG contra 35 pessoas por organização criminosa em Minas e outros estados

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou 35 pessoas por crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas, posse de arma de fogo de uso restrito e lavagem de capitais. A atuação do grupo abrangia cidades mineiras como Ituiutaba, Uberlândia, Centralina, Pará de Minas, Belo Horizonte, Esmeraldas e Contagem, além de municípios em São Paulo e Mato Grosso.

Advertisement

A denúncia é resultado da operação “Muro ao Lado”, iniciada após a prisão em flagrante de um homem com cerca de 40 quilos de maconha em 24 de fevereiro de 2025. A investigação revelou uma rede criminosa estruturada com divisão de funções.

Essa estrutura incluía núcleos de liderança e fornecimento, distribuição regional (atacadistas), logística (estocagem e transporte), lavagem de capitais e pagamento fragmentado (varejistas).

De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Ituiutaba, “o grupo atuava de maneira profissional, utilizando-se de múltiplos aparelhos celulares, sistemas de comunicação cifrada, padronização de preços e procedimentos”.

A promotoria também informou que o grupo realizava “fragmentação sistemática de pagamentos através de dezenas de contas bancárias de terceiros (“laranjas”) e empresas de fachada”. O objetivo era dificultar a persecução penal e dissimular a origem e o destino dos valores.

A movimentação financeira rastreada ultrapassou R$ 400 mil em um curto período, representando, segundo a denúncia, “apenas uma reduzida fração das operações reais do grupo”.

A primeira fase da operação “Muro ao Lado” foi deflagrada pela Polícia Civil, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em 13 de agosto. Uma segunda fase ocorreu em 13 de outubro.

Durante as fases da operação, foram realizadas prisões e apreendidas drogas, armas, celulares e equipamentos utilizados nas atividades ilícitas da organização criminosa.

A movimentação total de drogas atribuída à organização, por apreensão em flagrante ou negociação rastreada, totaliza aproximadamente 284,89 kg de substâncias ilícitas. Isso inclui maconha, cocaína, ecstasy e LSD.

O grupo criminoso utilizava armas de fogo para garantir a integridade de seus membros e a execução das atividades ilícitas. Foram apreendidos armamentos de uso restrito e significativa quantidade de munição.

As apreensões de armamento ocorreram em endereços de Uberlândia, Belo Horizonte e Esmeraldas, controlados por membros com destaque na hierarquia da organização.

A investigação também comprovou que a organização criminosa possuía ramificações corruptoras. Um policial civil lotado na comarca de Ituiutaba foi cooptado pelo grupo.

O policial, valendo-se de sua função, repassou informações sensíveis da investigação ao líder da organização, quebrando o dever de sigilo. Essa ação embaraçou a instrução criminal e frustrou prisões e apreensões.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *