Às margens do Rio Solimões, Dayane Carvalho trabalha como técnica de enfermagem em Careiro da Várzea (AM). Bolsa Família foi essencial para ajudá-la a concluir o curso. Foto: Vitor Vasconcelos / Secom / PR
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Trabalho, renda, justiça tributária e proteção social como fatores de redução da pobreza no Brasil

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O Brasil registrou redução na pobreza, extrema pobreza e desigualdade entre 2023 e 2024, segundo dados oficiais. A combinação de políticas sociais, valorização do trabalho, aumento da renda real e justiça tributária contribuiu para que 8,6 milhões de pessoas saíssem da pobreza e 1,9 milhão superassem a extrema pobreza.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, a proporção da população na pobreza caiu de 27,3% para 23,1%, o menor nível desde 2012. A extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%, e o índice de Gini atingiu 0,504, também o mais baixo da série histórica.

Políticas sociais e mercado de trabalho

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome destacou que o Bolsa Família, reestruturado em 2023, teve papel central nesse avanço. Estudo em parceria com a Fundação Getúlio Vargas mostrou que 70% dos adolescentes beneficiários em 2014 deixaram o programa em dez anos, indicando mobilidade social.

O mercado de trabalho também contribuiu, com a criação de 4,9 milhões de empregos formais desde 2023. O desemprego atingiu 5,4% em outubro de 2025, menor nível da série histórica. A valorização do salário mínimo e o controle da inflação ampliaram o poder de compra das famílias.

Histórias de superação

Em Careiro da Várzea (AM), Dayane Carvalho, ex-beneficiária do Bolsa Família, tornou-se técnica de enfermagem. “Foi através dele que consegui arcar com os custos da minha família”, afirmou. Priscila Taveira, também do município, ingressou no mercado de trabalho após dez anos no programa e hoje atua na Casa da Cidadania.

No Distrito Federal, Jaqueline Souza pediu desligamento voluntário do Bolsa Família após conseguir emprego formal. “A tendência agora é trabalhar mais, se capacitar mais”, disse ela, que atua na área de saúde.

Combate à fome e ações internacionais

Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) mostram que a insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2% entre 2023 e 2024. A estratégia integrada incluiu apoio à produção de alimentos e controle da inflação.

O reposicionamento internacional do Brasil incluiu a liderança na criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no G20. Pela primeira vez, a tributação dos super-ricos foi incluída na declaração final do grupo.

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