Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
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Pedro Bandeira aborda o direito de interromper a leitura de livros tediosos

O escritor Pedro Bandeira, de 83 anos, destacou a importância da comunicação clara na literatura infantojuvenil durante entrevista à Folhapress. Autor de sucessos como “A Droga da Obediência”, ele defende uma linguagem acessível para jovens leitores, sem perder a profundidade.

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De acordo com Bandeira, a simplicidade não significa empobrecimento do texto. “Simplificar a linguagem para a criança não é fazer língua de bobo”, citou, referindo-se a ensinamentos da também escritora Ruth Rocha. Ele destacou o uso de palavras precisas para facilitar a compreensão.

O autor, que começou a carreira como jornalista e publicitário, publicou seu primeiro livro em 1983. “O Dinossauro que Fazia Au-Au” abriu caminho para obras consagradas, como a série “Os Karas”. Recentemente, “A Droga da Obediência” ganhou uma edição comemorativa de 40 anos.

Bandeira afirmou que escreve diariamente e busca se colocar no lugar do leitor infantil. “Você vê uma criança de cinco anos de cabeça baixa. Começa a pensar, a partir da realidade dela, o que pode estar acontecendo”, explicou. Ele ressaltou que crianças até 12 anos não entendem ironia, segundo estudos de Piaget.

Durante a entrevista, o escritor também comentou sobre política e literatura. Sobre Monteiro Lobato, mencionou as discussões atuais em torno de seu legado. Quanto a seus próprios livros, Bandeira acredita que abordar emoções humanas pode mantê-los relevantes no futuro.

A DROGA DA OBEDIÊNCIA (EDIÇÃO COMEMORATIVA)
– Preço: R$ 107 (208 págs.)
– Autoria: Pedro Bandeira
– Editora: Moderna
– Ilustrações: Olavo Costa

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