“`
Em 2025, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) completou 18 anos com avanços significativos na proteção ambiental. O órgão registrou o maior orçamento de sua história e incorporou 437 novos servidores por meio de concurso público, ampliando sua capacidade operacional em todo o país.
De acordo com o ICMBio, foram criadas quatro novas unidades de conservação nos biomas Caatinga, Mata Atlântica e Marinho/Costeiro. A Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco, também foi ampliada. Cerca de 42 mil hectares foram incorporados ao patrimônio público.
Gestão compartilhada e fiscalização
O instituto informa que 91% das unidades de conservação federais possuem conselhos gestores. A 1ª Oficina de Avaliação do Protocolo AME-Conselhos reuniu gestores e comunitários para discutir a participação social na gestão ambiental.
Na área de fiscalização, o ICMBio realizou 86 cursos de formação para brigadas de incêndio, capacitando profissionais para o manejo de 280 mil hectares. A autarquia superou as metas do Ministério do Meio Ambiente e registrou a menor taxa de desmatamento em unidades de conservação da Amazônia desde 2008.
Participação na COP30 e pesquisas
Durante a COP30 em Belém, o ICMBio participou de debates sobre o papel das áreas protegidas no combate às mudanças climáticas. Os 14 centros de pesquisa do instituto continuaram desenvolvendo estudos, com destaque para o Programa Monitora, que coleta dados sobre biodiversidade.
Foram publicados 12 novos Planos de Ação Nacional para proteção de 207 espécies ameaçadas. Atualmente, o ICMBio coordena 40 planos que protegem 1.031 espécies, equivalente a 80% da fauna brasileira ameaçada.
Turismo sustentável e posicionamento
O instituto lançou o programa Natureza com as Pessoas para promover o turismo sustentável em unidades de conservação. A iniciativa busca integrar atividades econômicas com a preservação ambiental.
O ICMBio manifestou preocupação com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/25), que reduziu exigências para empreendimentos em áreas protegidas. Segundo o órgão, a mudança pode fragilizar a proteção da biodiversidade.
Ministra do MMA, Marina Silva, e o presidente do ICMBio, Mauro Pires, no evento de 18 anos da autarquia – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“`
