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O Ministério da Saúde realizou mais de 20 mil atendimentos e procedimentos em comunidades indígenas em 2025 por meio do Programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa, vinculada ao SUS, tem como objetivo reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias especializadas.
De acordo com o Ministério da Saúde, os mutirões ofereceram acesso a especialidades como cardiologia, cirurgia geral, ginecologia, oftalmologia e odontologia, entre outras. As ações ocorreram em regiões de difícil acesso, como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Vale do Javari, além da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) Yanomami.
No Alto Rio Solimões (AM), foram realizadas 132 cirurgias, mais de 2,2 mil consultas e 11,5 mil exames. No Médio Rio Solimões, a primeira etapa registrou 624 atendimentos. No Vale do Javari, duas etapas resultaram em 866 consultas, 30 cirurgias oftalmológicas e dezenas de exames, superando a meta em 150% nessa especialidade.
Na Casai Yanomami, em Roraima, houve 100 atendimentos especializados e 38 altas médicas. No Território Xavante, em Mato Grosso, mais de mil pessoas foram atendidas, com quase 3,8 mil procedimentos realizados.
Expansão do programa
Segundo o Ministério da Saúde, novas etapas estão previstas até fevereiro de 2026 nos DSEI Xavante e Médio Rio Solimões. Também está em elaboração um projeto de capacitação para profissionais que atuarão em futuras expedições.
Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, afirmou que o programa amplia o acesso a serviços especializados para povos indígenas em áreas remotas, reduzindo desigualdades históricas no atendimento à saúde.
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