Foto: Suziane Brugnara
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Zoológico de BH registra nascimento de filhotes de espécies ameaçadas

Dez filhotes de espécies ameaçadas de extinção nasceram no Jardim Zoológico de Belo Horizonte em 2025. Entre eles estão um cervo-do-pantanal, um veado-catingueiro, um mico-leão-preto e dois saguis-da-serra-escuro. Nas aves, foram registrados nascimentos de uma arara-azul-grande, três araras-canindé e uma arara-vermelha.

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De acordo com Sandra Cunha, diretora de Zoobotânica da FPMZB, todas as espécies recém-nascidas estão incluídas em planos de preservação. “Entre os últimos nascimentos, tivemos bicho-preguiça-do-Pantanal, mico-leão-da-cara-preta, sagui-da-serra-escuro, arara-azul-grande, arara-canindé e arara-vermelha”, afirmou.

Segundo ela, os nascimentos impactam diretamente a conservação das espécies. O zoológico participa de planos nacionais de conservação coordenados pelo ICMBio, que define o destino dos filhotes. Em alguns casos, há possibilidade de devolução à natureza, como ocorreu com papagaios-do-peito-roxo.

Espécies em risco e desafios

O cervo-do-pantanal, classificado como vulnerável pelo ICMBio, é considerado criticamente ameaçado em Minas Gerais. Desde 2023, três filhotes já nasceram no local. Sandra Cunha explica que a perda de habitat dificulta a reintrodução de diversas espécies na natureza.

De acordo com a diretora, os zoológicos assumem papel fundamental na conservação. O ICMBio pode direcionar animais para outras instituições para evitar consanguinidade e garantir variabilidade genética, possibilitando futuras solturas com preservação das características da espécie.

Cuidados com os animais

Os cuidados começam na gestação e seguem durante todo o desenvolvimento. Equipes de biólogos, veterinários e nutricionistas acompanham cada espécie. A alimentação é planejada individualmente, considerando idade e peso, com monitoramento veterinário periódico.

Segundo Sandra Cunha, o bem-estar animal é decisivo para o sucesso reprodutivo. Atualmente, não há previsão de soltura dos novos filhotes devido à perda de habitat natural. O ICMBio só direciona a reintrodução quando são identificadas áreas seguras para as espécies.

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