Um aplicativo desenvolvido por Adilmar Coelho Dantas, ex-aluno de Ciência da Computação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), utiliza inteligência artificial para auxiliar na identificação de sinais suspeitos de câncer de pele. O Minha Pele IA analisa imagens de manchas e lesões cutâneas, incentivando a busca por avaliação médica especializada.
De acordo com Dantas, o aplicativo foi treinado com mais de 80 mil imagens de um banco de dados internacional, fornecidas por dermatologistas. A análise segue o protocolo ABCDE, que avalia assimetria, bordas, cor, diâmetro e evolução das lesões.
“O objetivo é identificar sinais precoces de melanoma, classificando lesões como benignas ou malignas. O aplicativo orienta os usuários a procurar um dermatologista”, explica o desenvolvedor.
Entre as funcionalidades está o acompanhamento da evolução das lesões por meio da comparação de imagens em diferentes períodos. Isso permite uma avaliação mais detalhada de possíveis alterações na pele.
Dantas ressalta que o aplicativo não substitui o diagnóstico médico. “Ele funciona como um apoio, um pré-diagnóstico que reforça a necessidade de consultar um profissional”, afirma.
Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pele diagnosticado precocemente pode ter até 90% de taxa de cura. Lançado em 2022, o Minha Pele IA já registrou casos de usuários que identificaram a doença em estágio inicial.
O aplicativo também informa o índice de radiação ultravioleta conforme a localização do usuário, com orientações sobre proteção solar. O projeto foi desenvolvido sem financiamento específico, com apoio colaborativo de dermatologistas.
O Minha Pele IA está disponível gratuitamente para Android, iOS e WhatsApp, além do site skin-cancer.fly.dev.
