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O Governo de Minas Gerais investiu R$ 100 milhões em saúde mental em 2025, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG). Desde 2019, o estado já destinou mais de R$ 718 milhões para políticas na área.
A campanha Janeiro Branco, criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, promove ações de conscientização sobre saúde mental durante todo o mês. A iniciativa segue o modelo de campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul.
De acordo com Taynara de Paula, coordenadora de Saúde Mental da SES-MG, a campanha é relevante, mas o cuidado deve ser contínuo. “Janeiro nos convida a pensar em como está nossa saúde mental, mas precisamos pensar nisso o ano todo”, afirma.
Ela destaca que fatores como mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação, violência e problemas físicos podem afetar a saúde mental. Causas biológicas e psicológicas também contribuem para transtornos.
Rede de atendimento
A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) organiza o cuidado em saúde mental no estado. O sistema inclui unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), serviços de urgência e emergência, além de hospitais gerais com enfermarias especializadas.
“Todos esses pontos têm o objetivo de garantir cuidado humano, territorial e inclusivo”, explica Taynara de Paula. A rede busca superar o modelo manicomial e oferecer atendimento próximo ao local onde as pessoas vivem.
Os municípios mineiros têm ampliado a implantação de serviços, especialmente os Caps. Na Atenção Primária, projetos promovem saúde mental em escolas e comunidades, com foco em prevenção e redução de danos.
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