A Editora UFMG lançou o livro “A Dança das Memórias”, obra que aborda a ancestralidade negra por meio de uma narrativa sobre memória, identidade e resistência. A história acompanha a busca por Maria Gaivota, ancestral mineira da filósofa e ativista Sueli Carneiro, quase apagada dos registros oficiais.
De acordo com a editora, o enredo transforma documentos de arquivo em elementos vivos, cruzando tempo e espaço. A obra convida o leitor a refletir sobre trajetórias silenciadas, especialmente de mulheres negras, muitas vezes invisibilizadas na história.
O livro foi escrito por Ivana Parrela, Bianca Santana, Cecília Santana e Luanda Carneiro Jacoel, com ilustrações de Alessandra Alixandrino. As autoras integram a narrativa como personagens, aproximando o público infantil de processos reais de pesquisa e construção da memória.
Narrativa e ancestralidade
Segundo a Editora UFMG, a ancestralidade é apresentada como um movimento contínuo, não distante ou fixo. A dança surge como metáfora central, simbolizando gestos, afetos e saberes transmitidos entre gerações.
A obra também amplia a noção de memória, sugerindo que ela habita o corpo e as experiências sensíveis. Além disso, destaca a construção de genealogias femininas, conectando mães, filhas, avós e bisavós por laços de cuidado e resistência.
Com 52 páginas, “A Dança das Memórias” está à venda por R$ 50 no site da Editora UFMG.
