A Biofábrica Método Wolbachia, localizada no bairro Gameleira, em Belo Horizonte, entrará em operação em fevereiro após mais de um ano parada. A unidade de 1.125 m² foi construída para implementar a tecnologia da Fiocruz que reduz a capacidade do Aedes aegypti transmitir dengue, zika e chikungunya.
De acordo com o jornal O TEMPO, a biofábrica foi inaugurada em abril de 2024, durante a pior epidemia de dengue registrada em Minas Gerais, mas ficou inativa após reprovação em testes de conformidade. Brumadinho será o primeiro município a receber os mosquitos com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de arbovírus.
O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, anunciou a retomada em coletiva nesta quinta-feira (8/1). Ele destacou a queda nos casos de dengue em 2025, com 118.858 registros contra mais de 1 milhão em 2024, mas alertou para a circulação de três sorotipos e baixa cobertura vacinal.
Problemas técnicos resolvidos
Conforme O TEMPO noticiou, a biofábrica não operou em 2024 devido a falhas no sistema de climatização, essencial para a produção controlada de mosquitos. A Vale, responsável pela obra de R$ 20 milhões, informou que as intercorrências foram solucionadas com melhorias nos sistemas.
Baccheretti afirmou que as adequações foram concluídas e a expectativa é iniciar a soltura dos mosquitos em Brumadinho em fevereiro. Após essa fase, a tecnologia será expandida para outros 21 municípios da bacia do rio Paraopeba, afetados pelo rompimento da barragem em 2019.
Plano de prevenção em andamento
O governo estadual destinou R$ 210 milhões para ações contra arboviroses, incluindo drones, ovitrampas e descentralização do fumacê. Um Dia D de combate à dengue está marcado para 28/2, antes do pico de transmissão.
A Fiocruz não se pronunciou sobre o início da aplicação da tecnologia. A Vale reforçou que a biofábrica foi construída como parte do acordo de reparação de Brumadinho e será gerida pelo Estado.
