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Fiemg analisa impactos do acordo UE/Mercosul na indústria de Minas Gerais

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) destacou a aprovação do Acordo de Parceria entre a União Europeia e o Mercosul, ocorrida nesta sexta-feira (9). O tratado foi negociado por mais de duas décadas e deve impactar diretamente a economia mineira, segundo a entidade.

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De acordo com a Fiemg, Minas Gerais mantém uma relação comercial superavitária com a União Europeia. Entre 2021 e 2025, as exportações mineiras para o bloco somaram US$ 31 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 13,38 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 17,62 bilhões.

Segundo dados da federação, as exportações mineiras para a UE concentram-se em café (58%), minério de ferro (9%) e ferroligas (8%). As importações incluem máquinas e equipamentos (27%), produtos farmacêuticos (11%) e peças automotivas (9%), consideradas essenciais para a modernização industrial.

A Fiemg afirmou que o acordo pode beneficiar setores como café, mineração e indústria automotiva, mas ressaltou a necessidade de acompanhamento cuidadoso da implementação, especialmente para segmentos sensíveis à concorrência externa.

Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, declarou que o tratado é uma oportunidade para Minas Gerais ampliar sua presença no mercado europeu. Ele destacou a importância de períodos de adaptação e políticas de apoio à competitividade para fortalecer a indústria local.

Impactos no PIB brasileiro

De acordo com um estudo do Ipea, o acordo pode aumentar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040, equivalente a US$ 9,3 bilhões. A União Europeia teria um ganho de 0,06%, enquanto outros países do Mercosul poderiam crescer 0,2% no mesmo período.

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) classificou o acordo como um marco histórico. O tratado integra dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 22 trilhões.

O CIESP destacou que o acordo amplia o acesso ao mercado europeu e estimula a integração às cadeias globais de valor. A entidade também mencionou prazos de adaptação para setores sensíveis, como o automotivo, e oportunidades de cooperação em cultura e educação.

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