Foto: Divulgação/ Paulo Lacerda
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Maestra é afastada da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais por críticas a salários

**Ligia Amadio é desligada da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais após críticas a salários**

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A regente Ligia Amadio foi desligada da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) após quase três anos como diretora musical. A decisão foi comunicada pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), mantenedora da orquestra, vinculada ao Governo de Minas Gerais.

De acordo com o jornal *O Tempo*, o desligamento ocorre cerca de um mês após a maestra criticar publicamente os baixos salários dos músicos. Em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ela afirmou que a OSMG é “a mais mal paga deste país”.

Músicos iniciantes recebem R$ 1.618,72 mensais, o equivalente a R$ 66 por dia de trabalho. A fala de Amadio foi aplaudida durante a sessão. O Sindicato dos Músicos Profissionais de Minas Gerais (Sindmusi-MG) emitiu nota lamentando a demissão.

Reações ao desligamento

O Sindmusi-MG afirmou que a saída de Ligia Amadio pode impactar negativamente no nível artístico da orquestra. O sindicato tentou negociar com a FCS, mas as conversas não avançaram.

A deputada federal Duda Salabert criticou a decisão em redes sociais. Ela destacou que Amadio elevou o nível da OSMG e rompeu barreiras em um ambiente majoritariamente masculino.

Ligia Amadio assumiu a OSMG em março de 2023 e foi a primeira mulher a reger a orquestra em seus 50 anos. Ela possui experiência internacional, tendo trabalhado com orquestras no Uruguai, Colômbia e Argentina.

A FCS e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) não se pronunciaram sobre o caso até o momento. A maestra também optou por não comentar a decisão.

**Nota do Sindicato dos Músicos de Minas Gerais**

O Sindmusi-MG afirmou que a demissão de Ligia Amadio ocorreu em um contexto de reivindicações por melhores salários. A entidade criticou a “contradição” da FCS ao alegar falta de recursos enquanto planeja uma grande programação para 2026, ano do aniversário de 50 anos da OSMG.

O sindicato destacou que a maestra era vista como uma aliada na luta por melhores condições de trabalho. A nota completa está disponível no site da entidade.

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