A Polícia Federal informa que o inquérito sobre as suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília) pode ser concluído em breve. Segundo investigadores, já há provas suficientes sobre a participação dos acusados no esquema.
De acordo com a PF, os depoimentos dos investigados estão marcados para o fim de janeiro e início de fevereiro. Após essa etapa, parte da apuração pode ser finalizada. O foco atual está na compra de carteiras de crédito pela Master e na tentativa de venda ao BRB.
Segundo agentes da PF, outras investigações relacionadas ao caso, como operações bilionárias com fundos de investimento e conexões políticas, podem ser analisadas posteriormente. O Banco Central identificou seis fundos suspeitos de participação no esquema.
Detalhes da investigação
A PF concentra-se nas transações entre Master, Tirreno e BRB, que teriam envolvido créditos fraudulentos no valor de R$ 12,2 bilhões. Em 17 de novembro, foram presos Daniel Vorcaro, dono do Master, e outros quatro executivos do banco.
Augusto Ferreira Lima, Luiz Antônio Bull e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva devem depor entre 26 e 28 de janeiro. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Vorcaro também serão ouvidos na mesma semana.
A PF avalia a possibilidade de abrir novos inquéritos sobre o caso, incluindo investigações preliminares sobre a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. Pelo menos 46 perfis em redes sociais teriam feito críticas coordenadas ao BC.
Contexto das prisões
Vorcaro foi preso em São Paulo ao tentar embarcar para o exterior, alegando que fecharia a venda do Master para a Fictor em Dubai. A PF afirma que ele planejava fugir, enquanto a defesa nega e diz que a viagem era para negócios.
A Fictor anunciou em novembro que compraria o Master com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes, mas não revelou nomes. Agentes da PF questionam a existência desses recursos.
Em comunicado recente, a Fictor admitiu dificuldades financeiras e prometeu regularizar sua situação até 12 de fevereiro de 2026. A empresa também anunciou a entrada de um novo investidor.
O caso também tramita no STF após menção a um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA). A defesa de Vorcaro alega articulação entre BC, MPF e PF para liquidar o banco.
