O aumento das temperaturas no verão eleva o risco de intoxicação alimentar, especialmente em alimentos vendidos em quiosques, praias e rodoviárias. De acordo com Camila Junqueira, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, a falta de refrigeração adequada nesses locais é um dos principais problemas.
“Alimentos muito manipulados, que precisam de refrigeração constante ou que são expostos ao ar livre, deterioram rapidamente no verão. Em estabelecimentos com grande rotatividade e estrutura limitada, esse controle muitas vezes não ocorre”, afirma.
Alimentos com maior risco de contaminação
Entre os alimentos que oferecem maior perigo estão preparações com maionese, como salpicão, sanduíches naturais e pastas frias. Segundo a especialista, mesmo a maionese industrializada pode se tornar perigosa quando misturada a outros ingredientes e deixada fora da geladeira.
Frutos do mar, como camarões acebolados, mariscos e peixes crus, também são de alto risco. “O cheiro do mar mascara sinais de deterioração, e o visual pode enganar. Peixes e camarões estragam muito rápido no calor”, explica Camila Junqueira.
Alimentos prontos expostos por longos períodos, como salgados e pastéis em rodoviárias, também merecem atenção. O aquecimento repetido pode não eliminar bactérias resistentes, principalmente em recheios à base de carne ou frango.
Cuidados com bebidas e frutas
Sucos naturais, água de coco e frutas cortadas exigem atenção redobrada. A nutricionista alerta que a manipulação inadequada e a falta de refrigeração podem contaminar esses alimentos. “Qualquer fruta já cortada, sem refrigeração, deve ser evitada”, orienta.
Em viagens, a recomendação é optar por alimentos industrializados em embalagens lacradas, como biscoitos, castanhas e frutas inteiras. Pratos preparados na hora, como grelhados e milho cozido, também são opções mais seguras.
Sinais de alerta nos estabelecimentos
De acordo com Camila Junqueira, ambientes sujos, utensílios mal higienizados e alimentos expostos ao sol sem proteção são indícios de que o local deve ser evitado. “A aparência da vitrine também diz muito. Estufas com vapor acumulado ou alimentos ressecados sugerem descuido”, alerta.
A especialista reforça a importância de redobrar os cuidados no verão para evitar intoxicações alimentares que podem comprometer a saúde e as férias.
