Foto: Alex de Jesus/ O TEMPO
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Copasa busca renovar contrato com BH antes de privatização

A nova presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Marília Carvalho de Melo, afirmou que a renovação do contrato com a prefeitura de Belo Horizonte deve ser concluída nas próximas semanas. O acordo é um dos últimos passos antes da privatização da empresa, prevista para o primeiro semestre deste ano.

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De acordo com informações do jornal O Tempo, a extensão do contrato, que atualmente vai até 2032, está sendo negociada para se estender até 2073. O protocolo de intenções foi assinado em dezembro após cobranças públicas do prefeito Álvaro Damião (União).

“Belo Horizonte é uma cidade importante e estratégica para a Copasa. Estamos em processo de negociação constante e buscando convergência com a prefeitura”, disse Marília Melo em entrevista ao canal de O Tempo no YouTube.

Segundo a presidente, a renovação do contrato pode valorizar ainda mais a empresa no mercado. Atualmente, a Copasa está avaliada em quase R$ 17 bilhões. Um estudo da Ernst & Young projeta que os valores de outorga podem variar entre R$ 500 milhões e R$ 2 bilhões.

Modelo de privatização

A Copasa aguarda a finalização de estudos para definir o modelo de privatização. A gestão de Romeu Zema (Novo) considera como referência o processo da Sabesp, em São Paulo, onde o estado reduziu sua participação acionária de 50,3% para 18%.

“Esses estudos analisam experiências de outros estados para definir um modelo que atenda às nossas premissas, principalmente a universalização do saneamento”, afirmou Marília Melo, sem confirmar o mês exato da venda.

Possíveis novas privatizações

A presidente da Copasa declarou que a privatização da empresa pode abrir caminho para a venda de outras estatais. Inicialmente, o governo de Minas Gerais havia considerado incluir a Cemig no processo, mas a companhia foi excluída do projeto de lei.

“A atração de investimento privado permite ampliar os investimentos em saneamento e outros setores, além de reduzir custos e burocracias”, completou Marília Melo sobre os possíveis benefícios do processo.

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