Uma frente fria e a segunda Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) do ano deixam metade do Brasil sob alerta meteorológico nesta terça-feira (20). O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas laranja e amarelo para chuvas intensas, com risco de alagamentos, deslizamentos e interrupções no fornecimento de energia.
De acordo com o INMET, o fenômeno já causou impactos no fim de semana e deve se intensificar. Há previsão de tempestades, rajadas de vento e trovoadas em diversas regiões. Áreas urbanas e de encosta são as mais vulneráveis.
Frente fria e ZCAS aumentam instabilidade
A frente fria que avançou pelo país no fim de semana se combina com a ZCAS, canalizando umidade da Amazônia para o Sudeste e Centro-Oeste. Segundo análises do modelo ECMWF, o sistema provoca chuvas persistentes e acumulados significativos.
O período mais crítico ocorre à tarde e à noite, com potencial para tempestades em várias regiões. O Rio de Janeiro pode registrar volumes elevados em curto intervalo, enquanto outras áreas terão chuvas moderadas.
Estados e regiões em alerta
O INMET mantém alertas para:
- Sudeste: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, com risco de tempestades e descargas elétricas.
- Nordeste: Oeste da Bahia, sul do Maranhão e Piauí.
- Centro-Oeste: Goiás e Mato Grosso, com possibilidade de trovoadas.
- Norte: Amazonas, Rondônia, Pará e Tocantins, com precipitações moderadas a fortes.
Confira os alertas em tempo real no site do INMET.
Previsão de acumulados de chuva
Os maiores volumes, entre 40 mm e 100 mm em 24 horas, são esperados no norte e leste de Minas Gerais, litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sudoeste da Bahia. Em capitais como Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro, os acumulados podem chegar a 51 mm, 32 mm e 40 mm, respectivamente.
Riscos e recomendações
As chuvas intensas elevam o risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos e quedas de energia. A população deve evitar áreas de risco e acompanhar atualizações meteorológicas. Em emergências, contate a Defesa Civil (199) ou Bombeiros (193).
