Foto: MARIA CECÍLIA ALMEIDA/ O TEMPO
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Esposa de Laudemir apoia greve de garis em BH

A esposa do gari Laudemir, assassinado durante o trabalho em agosto de 2025, participou de uma assembleia na porta da empresa Sistemma Serviços Urbanos nesta quarta-feira (21/1). O encontro reuniu garis em greve em Belo Horizonte. De acordo com O Tempo, Liliane França da Silva afirmou que o movimento é um protesto histórico por melhores condições de trabalho.

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“Isso que os meninos estão fazendo aqui hoje é um grito de socorro. Não é um grito de hoje, é um grito de muito tempo atrás”, disse Liliane. A paralisação começou na segunda-feira (19/1), com protestos na sede da empresa no bairro São Gabriel. Os trabalhadores reclamam de atrasos no FGTS, falta de convênio médico, veículos precários e equipe reduzida.

Segundo a viúva de Laudemir, os garis buscam segurança no trabalho e condições para cumprir suas jornadas. “Eles saem de casa todos os dias com a intenção de terminar o dia e voltar para casa. O mínimo que se espera de um trabalho é ter condição de concluir”, afirmou. Ela também rebateu críticas sobre o acúmulo de lixo nas ruas, dizendo que os garis querem limpar a cidade.

Condições de trabalho e saúde mental

Liliane destacou o que chamou de “peso psicológico” da profissão. “Eles já passam pela humilhação de serem invisíveis. Mesmo assim, fazem o serviço com excelência”, disse. Ela criticou a falta de apoio da empresa à saúde mental dos trabalhadores. “Como fica a cabeça de alguém que sai para trabalhar sabendo que está em um caminhão que pode se acidentar?”, questionou.

A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) informou que acompanha as negociações entre os trabalhadores e a Sistemma. Em nota, afirmou estar em dia com suas obrigações contratuais e que tomará medidas para evitar prejuízos aos serviços. A greve afeta as regionais Leste, Nordeste e Noroeste de Belo Horizonte.

De acordo com O Tempo, a Sistemma disse ter sido surpreendida pela paralisação e que investiga supostas irregularidades no movimento. A empresa propôs contratar mais 10 garis em 10 dias, mas os trabalhadores decidiram manter a greve até um acordo concreto. Eles também cobram solução para atrasos no FGTS e a falta de convênio médico há mais de 12 anos.

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