Foto: Fred Magno/ O Tempo.
greve-dos-garis-bh-2

Greve de garis em BH entra no terceiro dia com 300 trabalhadores paralisados

A greve dos garis contratados pela Sistemma Serviços Urbanos em Belo Horizonte completou três dias nesta quarta-feira (21/1), com cerca de 300 trabalhadores paralisados e acúmulo de lixo em bairros das regiões Leste, Noroeste e Nordeste. Uma assembleia mediada pela Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRT-MG) ocorreu para negociar o fim da paralisação.

Advertisement

O encontro reuniu representantes do Sindicato dos Empregados de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de BH (Sindeac), da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Sistemma. De acordo com o superintendente regional do Ministério do Trabalho, Carlos Calazans, cerca de 300 dos 500 funcionários da empresa aderiram à greve.

Os trabalhadores reivindicam pagamento atrasado do FGTS, convênio médico, melhorias na frota de caminhões e contratação de mais profissionais. Eles afirmam que continuarão paralisados até que as demandas sejam atendidas.

A Prefeitura de BH implementou um plano de contingência com 308 garis e 47 caminhões para recolher resíduos nas áreas afetadas. Segundo a PBH, cerca de 602,75 toneladas de lixo deixaram de ser coletadas na segunda-feira (19/1). Já os grevistas estimam 1,6 mil toneladas acumuladas.

Em nota, a prefeitura afirmou que está em dia com os repasses financeiros às empresas terceirizadas. A PBH pediu desculpas pelos transtornos e cobrou da Sistemma uma solução rápida para o impasse.

A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) informou que acompanha as negociações e reforçou que cumpre suas obrigações contratuais. A paralisação afeta as regionais Leste, Nordeste e Noroeste da capital.

De acordo com O TEMPO, Tales Marcelo Alves, conhecido como Gari Gato de BH, disse que a empresa propôs contratar mais 10 garis em 10 dias, mas a categoria rejeitou a oferta. Os trabalhadores exigem soluções imediatas para a falta de pessoal e veículos adequados.

A Sistemma afirmou que foi surpreendida pela greve e investiga possíveis irregularidades no movimento. Os garis destacam que estão há mais de 12 anos sem convênio médico e cobram ações da SLU sobre os atrasos no FGTS.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *