Foto: Fellipe Sampaio/STF
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Início da coleta de depoimentos sobre caso Master será no início da semana

A Polícia Federal (PF) inicia na segunda-feira (26/1) a tomada de depoimentos de oito investigados no caso da suposta fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master. As oitivas ocorrerão em dois dias, com alguns depoimentos presenciais e outros por videoconferência, conforme decisão do ministro Dias Toffoli, do STF.

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De acordo com o jornal O Tempo, as datas foram reorganizadas a pedido de Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A PF havia sugerido inicialmente que os depoimentos fossem realizados ao longo de seis dias, mas o ministro limitou o prazo, citando restrições de pessoal e disponibilidade de salas.

Na segunda-feira, quatro investigados serão ouvidos por videoconferência, com a condução das oitivas na sede do STF. Entre eles estão Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB, e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.

Na terça-feira (27/1), três depoimentos serão presenciais e um por videoconferência. Entre os ouvidos estarão Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do BRB, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não será ouvido nesta fase. Ele já prestou depoimento ao STF em dezembro, assim como o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

A investigação apura uma suposta fraude bilionária que levou à liquidação do Banco Master pelo Banco Central em novembro. O TCU está analisando a decisão do BC, considerando insuficientes as informações prestadas sobre o caso.

Segundo O Tempo, o Banco Central também barrou a venda do Master ao BRB em setembro de 2025. Em depoimento, Vorcaro afirmou que a negociação teria sido acompanhada pelo BC, que não teria alertado o BRB sobre supostos créditos fictícios.

O Banco Central negou as declarações de Vorcaro, afirmando que a Diretoria de Fiscalização identificou inconsistências nas operações e alertou o BRB sobre riscos. O diretor Ailton de Aquino negou ter recomendado a aquisição de carteiras fraudadas.

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