O projeto “Cura Macro”, desenvolvido em Nova Lima, foi premiado na categoria “Arquitetura e Cidades – Intervenções Urbanas” no Design for a Better World Award 2025. A iniciativa, idealizada pelo Instituto Cura, recebeu apoio da Plataforma Semente do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A premiação ocorreu em Curitiba, em dezembro do ano passado. O projeto foi contemplado e financiado por meio da Plataforma Semente, um banco de projetos socioambientais do MPMG, conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Minas Gerais.
O prêmio reconhece soluções economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas. Ele também valoriza a cadeia do design e a economia circular, integrando arte indígena, comunidade e regeneração territorial.
A promotora de Justiça de Nova Lima, Cláudia Ignez, afirmou: “Ganhamos um prêmio lindo, estou muito orgulhosa do trabalho que foi desenvolvido”. A declaração foi feita após o anúncio da premiação do projeto.
O macromural foi inaugurado no bairro Vila São Luiz, em Nova Lima, em 28 de setembro. A obra pode ser observada do mirante do Espaço Cultural Piero Garzon Henrique, formando uma serpente colorida nas fachadas de diversas casas.
A iniciativa uniu arte, cultura e identidade local. O projeto envolveu o Mahku (Movimento dos Artistas Huni Kuin), um grupo de artistas indígenas da Terra Indígena do Rio Jordão (AC), além de artistas de Nova Lima.
Moradores, famílias e comerciantes do bairro também participaram da criação. O projeto resultou no maior macromural do Brasil, caracterizado por cores vibrantes e formas orgânicas que retratam elementos da natureza, plantas e animais.
Além do suporte da Plataforma Semente, o projeto contou com a colaboração da prefeitura de Nova Lima. Este apoio foi fundamental para a execução e o sucesso da iniciativa na comunidade.
