O governo de Minas Gerais não se manifestou sobre os sete anos da tragédia de Brumadinho, completados no último domingo (25/1). Segundo informações do jornal O Tempo, nem o governador Romeu Zema (Novo) nem o vice-governador Mateus Simões (PSD) mencionaram a data em suas redes sociais ou no portal oficial do estado.
O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em 2019, matou 272 pessoas e deixou dois desaparecidos. A lama percorreu nove quilômetros, destruiu casas e vegetação, atingiu o córrego Ferro-Carvão e chegou ao rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.
Manifestações em outras esferas
Enquanto o governo mineiro se manteve em silêncio, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) destacou ações realizadas desde a tragédia. Entre elas estão a CPI da Barragem de Brumadinho, a criação da Lei “Mar de Lama Nunca Mais” e a instituição da Política Estadual dos Atingidos por Barragens.
O governo federal também abordou o tema. A Agência Brasil publicou matérias sobre homenagens em São Paulo e a tramitação do processo na Justiça. Além disso, o Ministério de Minas e Energia determinou medidas urgentes após um novo incidente em Congonhas.
Novo incidente em Minas
De acordo com o jornal O Tempo, a Mina da Fábrica, da Vale, registrou um extravasamento de água com sedimentos no domingo (25/1), atingindo o rio Goiabeiras. O ministro Alexandre Silveira pediu fiscalização rigorosa e apuração de responsabilidades.
A Defesa Civil de Minas informou que equipes permanecem no local. A Vale afirmou que não houve impacto em pessoas ou comunidades, e a CSN Mineração confirmou alagamento em áreas internas, sem afetar barragens.
