A família de Lilian Batista Gomes, de 39 anos, registrou um Boletim de Ocorrência após encontrar larvas na boca e no nariz da paciente, que estava internada no Hospital Municipal Odilon Behrens, em Belo Horizonte, desde 16 de janeiro. Lilian faleceu na segunda-feira (26/1).
De acordo com a advogada da família, Tereza Grossi, Lilian tratava uma pneumonia e foi transferida para o CTI após ser entubada. “No sábado (24/1), uma sobrinha notou as larvas durante visita. Elas estavam escondidas atrás do esparadrapo”, afirmou a advogada.
Segundo Tereza, a equipe médica foi questionada, mas nenhum profissional assumiu responsabilidade. “Um médico pediu para que o caso não fosse denunciado, alegando riscos à carreira”, disse. A família registrou o ocorrido e pretende processar o município.
De acordo com informações do O TEMPO, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que o caso está sob apuração em processo administrativo interno. Em nota, a PBH classificou o episódio como “pontual” e destacou que o hospital segue protocolos de higiene bucal a cada 12 horas.
A administração municipal informou ainda que o Odilon Behrens adotou medidas assistenciais imediatas e realizou reunião com a família no domingo (25/1). O hospital afirmou estar à disposição dos órgãos competentes para esclarecimentos.
A família de Lilian Batista Gomes, de 39 anos, denuncia negligência médica após encontrar larvas na boca e no nariz da paciente, que estava internada no Hospital Municipal Odilon Behrens, em Belo Horizonte, desde o dia 16 de janeiro. Lilian faleceu nesta segunda-feira (26). Em… pic.twitter.com/GrRGUGQL1w
— O TEMPO (@otempo) January 26, 2026
A advogada relatou que Lilian tinha paralisia cerebral devido a uma meningite na infância e recebia cuidados constantes. O óbito foi causado por choque séptico. Até o fechamento desta matéria, o horário do velório não havia sido divulgado.
