A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas, em Minas Gerais, informou que multará a Vale após dois vazamentos de água com sedimentos atingirem cursos d’água no município. De acordo com o secretário João Lobo, um auto de infração já foi emitido contra a empresa.
Segundo o O Tempo, os vazamentos ocorreram em menos de 24 horas: o primeiro partiu de uma cava da mina de Fábrica e o segundo de um reservatório provisório da mina Viga, ambos da Vale. O material atingiu o córrego Goiabeiras e o rio Maranhão, que deságua no rio Paraopeba.
João Lobo afirmou que a turbidez da água nos córregos chegou a níveis quatro vezes acima do normal para o período chuvoso. Ele alertou que o fenômeno pode causar perda de biodiversidade, assoreamento e aumento do risco de enchentes.
Uma sala de crise foi montada na mina de Fábrica, com participação da Defesa Civil de Congonhas, Ouro Preto, Corpo de Bombeiros e Ministério Público de Minas Gerais. O objetivo é monitorar os impactos ambientais.
Medidas do governo federal
De acordo com o O Tempo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) adote medidas urgentes. Entre elas estão fiscalização rigorosa nas áreas afetadas e possível interdição da operação.
A Vale informou que 220 mil m³ de água com sedimentos vazaram da mina de Fábrica. Em nota, a empresa afirmou que comunidades não foram afetadas e que as causas estão sendo apuradas. A mineradora destacou que o caso não envolve barragens.
A CSN Mineração confirmou que áreas de sua unidade em Ouro Preto foram alagadas, mas negou que estruturas críticas, como barragens, tenham sido atingidas. A empresa afirmou que não houve necessidade de evacuação de trabalhadores.
