A Prefeitura de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, divulgou imagens dos danos causados pelo vazamento de lama na mina de Viga, operada pela Vale. Este é o segundo incidente registrado em menos de 24 horas no município — o primeiro ocorreu na mina Fábrica.
De acordo com o Executivo municipal, o vazamento atingiu o Rio Maranhão, principal curso d’água da cidade e afluente do Rio Paraopeba. A Vale afirmou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, mas o impacto levou autoridades locais a emitirem alertas.
Nas imagens divulgadas pela prefeitura, é possível ver um acesso pavimentado, usado por veículos da mineradora, completamente destruído. O terreno cedeu sob a pressão da lama, abrindo uma cratera que interrompeu a passagem e isolou trechos da unidade.
A Prefeitura de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, divulgou nesta segunda-feira (26) imagens dos danos causados pelo vazamento de lama na mina de Viga, de operação da Vale. Este é o segundo incidente do tipo registrado em menos de 24 horas no município — o primeiro… pic.twitter.com/gqufFuNQBz
— O TEMPO (@otempo) January 27, 2026
Suspensão de alvarás
A Prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento das atividades minerárias da Vale no município. A decisão foi tomada após os dois vazamentos nas minas de Fábrica e Viga.
Segundo ofício assinado pelo prefeito Anderson Costa Cabido (PSB), os incidentes causaram “carreamento significativo de água e sedimentos para cursos d’água do município”. O documento classifica os episódios como um “fato superveniente de risco ambiental concreto”.
A suspensão permanecerá até que a Vale implemente medidas para eliminar ou controlar os riscos. A empresa tem cinco dias para apresentar um Plano Técnico de Monitoramento dos Sumps e garantir acesso público aos dados de turbidez e nível da água.
O TEMPO esteve nesta segunda-feira (26) no Córrego Goiabeiras, atingido no último fim de semana pela lama que vazou de uma estrutura da mineradora Vale, entre Congonhas e Ouro Preto. O corpo d’água, que faz parte da bacia do rio Paraopeba, está visivelmente com coloração mais… pic.twitter.com/CaLPDMDbQ5
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Posição da Vale
Em nota, a Vale afirmou que os “extravasamentos de água” foram contidos e que não houve carreamento de rejeitos. “Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas”, disse a empresa.
A mineradora destacou que as barragens da região seguem estáveis e monitoradas 24 horas por dia. “Não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)”, acrescentou.
A Vale informou que as causas dos vazamentos estão sendo apuradas e que os aprendizados serão incorporados aos planos de contingência para períodos chuvosos.
