A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou nesta terça-feira (27/1) que o uso inadequado de inteligência artificial e outras tecnologias pode afetar a transparência das eleições de 2026. Segundo ela, a Justiça Eleitoral já trabalha em normas para combater a desinformação.
As declarações foram feitas durante a abertura de um seminário sobre segurança e comunicação eleitoral, com participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e representantes de órgãos envolvidos na proteção do processo eleitoral.
De acordo com a ministra, a confiança nas instituições é fundamental para a democracia. “As tecnologias, pelo mau uso, podem levar à contaminação das eleições. Em vez de garantir o direito à informação, podem desinformar”, afirmou.
Cármen Lúcia destacou que a inteligência artificial facilita a criação e disseminação de conteúdos falsos com aparência real. Para ela, a prevenção é a melhor estratégia. “A melhor alternativa para evitar a desinformação é prevenir”, disse.
O TSE prepara minutas de resoluções para as eleições de 2026, com sete temas em discussão, incluindo propaganda eleitoral, uso de IA e combate à desinformação. As propostas serão submetidas a audiências públicas entre 3 e 5 de fevereiro.
Segundo a ministra, o trabalho da Justiça Eleitoral é contínuo e visa garantir eleições livres de interferências. Ela destacou a colaboração entre Polícia Federal, tribunais regionais e outros órgãos para assegurar a integridade do processo.
“A Justiça Eleitoral tem o dever de garantir a confiança do eleitor e dar respostas rápidas a qualquer problema”, afirmou.
