Foto: Daniel Moreira
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MIS BH inicia exposição sobre animação brasileira no dia 3 de fevereiro

A exposição “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira” será inaugurada no Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH). A mostra aborda a história da animação brasileira, desde a criação de personagens até as narrativas e universos visuais.

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A abertura ocorrerá na próxima terça-feira, dia 3 de outubro, às 19h. A entrada é gratuita e o evento contará com a atração “Alta Fidelidade – 100% vinil”, combinando memória audiovisual com cultura musical.

Esta exposição faz parte do projeto “Museus Centro – o percurso da memória de Belo Horizonte”. Este projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura (FMC), e o Viaduto das Artes.

O objetivo do projeto é fortalecer as ações do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), do Museu da Moda (Mumo) e do MIS BH. A exposição “Do Traço ao Pixel” explora mais de um século de produção animada no Brasil.

A mostra reúne fragmentos de memória, técnicas e narrativas que marcaram diversas gerações. Ela abrange desde o desenho feito à mão até as tecnologias digitais contemporâneas, evidenciando a construção de uma linguagem própria na animação brasileira.

A curadoria é de Soraia Nogueira Garabini e Sávio Leite. A exposição inclui obras, documentos, originais, objetos e materiais de estúdios e realizadores que foram fundamentais para o desenvolvimento da animação no país.

O percurso expositivo é cronológico, começando pelas primeiras caricaturas e vinhetas animadas do início do século XX. Ele se estende até as produções digitais do século XXI, mostrando como artistas e estúdios transformaram limitações técnicas em criatividade.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, afirmou que a exposição dialoga com o Programa BH nas Telas. Este programa é uma política pública para o fortalecimento do audiovisual como direito cultural e vetor de desenvolvimento.

A presidenta da FMC, Bárbara Bof, destacou o papel do MIS BH na promoção da memória audiovisual e do cinema de animação. Ela ressaltou que a exposição reforça a importância dos espaços museológicos na preservação e difusão do patrimônio audiovisual.

A curadoria da exposição também propõe uma reflexão sobre a preservação da memória da animação brasileira. Sávio Leite, um dos curadores, mencionou que a mostra traz materiais representativos de realizadores como Ypê Nakashima e Alê Abreu.

Destaques do acervo

Entre os destaques da exposição, estão materiais de Alê Abreu e Otto Guerra. O público poderá ver conteúdos relacionados aos universos de “Bob Cuspe” e “Rê Bordosa”, personagens de Otto Guerra.

Também serão exibidos materiais do longa “O Menino e o Mundo” (2014), de Alê Abreu. A mostra inclui originais de “Piconzé”, de Ypê Nakashima, um dos primeiros longas-metragens de animação brasileiros.

Acetatos e cartazes da Otto Desenhos Animados também fazem parte do acervo. Bonecos e materiais da Coala Filmes, estúdio com mais de 20 anos de atuação, também estão presentes.

Protagonismo feminino

Um núcleo da exposição é dedicado ao protagonismo das mulheres na animação brasileira. Este segmento destaca trajetórias importantes para a formação, pesquisa e ampliação de narrativas no setor.

A curadora Soraia Nogueira explicou que o objetivo é “trazer à luz trajetórias dos bastidores, destacando posições importantes na direção, roteiros e liderança criativa”. Ela mencionou a formação no curso superior de cinema de animação como um facilitador.

Entre as mulheres destacadas está a professora mineira Maria Amélia Palhares, pioneira no ensino de animação desde os anos 1970. Ela foi uma das criadoras do Núcleo de Cinema de Animação da Escola de Belas Artes da UFMG.

A mostra também evidencia a trajetória de Tânia Anaya, reconhecida por sua atuação na animação brasileira.

Serviço
Abertura da exposição “Do Traço ao Pixel: Memórias da Animação Brasileira”

Data: terça-feira (3)
Horário: 19h
Local: Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte – MIS BH (Avenida Álvares Cabral, 560, Lourdes)
Ingressos: entrada gratuita
Classificação: livre
Visitação: de quarta a sábado, das 10h às 18h

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