Além de acompanhamento ambulatorial de pessoas trans, HU realiza diversas cirurgias, entre elas, redesignação genital
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HU-UFJF é único em MG para cirurgias de transgenitalização pelo SUS

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) é o único serviço em Minas Gerais habilitado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a realização de cirurgias de transgenitalização. Janeiro, mês da visibilidade trans, com o dia 29 sendo o Dia Nacional da Visibilidade Trans, destaca a importância de ações que promovam ambientes éticos, seguros e respeitosos.

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A unidade de saúde oferece atendimento ambulatorial e hospitalar, abrangendo cirurgias como redesignação genital, mamoplastia bilateral e orquiectomia. Também são realizados procedimentos como mastectomia, metoidioplastia, histerectomia, rinoplastia e condrolaringoplastia redutora, conforme as necessidades dos usuários.

O serviço ambulatorial inclui acompanhamento hormonal e multiprofissional contínuo. A equipe é composta por psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas pélvicas, enfermeiros e médicos de diversas especialidades. Residentes dos programas de residência médica e multiprofissional, além de estagiários e acadêmicos da UFJF, também integram o atendimento.

Desde o credenciamento do HU-UFJF em 2023, 370 pessoas de diferentes regiões de Minas Gerais foram atendidas. De acordo com a UFJF, o Ambulatório de Processo Transexualizador atua como referência no cuidado integral a pessoas trans em todas as etapas do processo cirúrgico.

Raphaela Receputi, chefe da Unidade Multiprofissional, explicou o funcionamento. “O Ambulatório Trans do HU-UFJF atua como referência no cuidado integral às pessoas trans em todas as etapas do processo cirúrgico. Antes da cirurgia, realiza o acompanhamento multiprofissional, avaliações clínicas e psicossociais e a organização dos encaminhamentos necessários.”

Ela complementou: “Durante o procedimento, mantém a articulação com as equipes hospitalares, especialidades envolvidas e rede de apoio. Após a cirurgia, garante o seguimento ambulatorial, o monitoramento da recuperação, o ajuste terapêutico e o suporte psicossocial, assegurando cuidado contínuo, qualificado e humanizado”.

O psicólogo Gabriel Felipe Tardin, responsável técnico da equipe multidisciplinar do Ambulatório Trans, afirmou que o serviço impacta positivamente a qualidade de vida das pessoas trans. Isso ocorre pela ampliação do acesso à saúde e pela oferta de um cuidado humanizado e especializado.

Tardin declarou: “O serviço contribui para a mudança do repertório social dessas pessoas, fortalecendo a sensação de pertencimento, reconhecimento e legitimidade no SUS. Ao organizar e encurtar os caminhos de acesso aos serviços de saúde, o ambulatório reduz percursos historicamente marcados por exclusão e violência institucional”.

Para acessar o serviço ofertado pelo HU-UFJF, a pessoa interessada deve procurar qualquer estabelecimento da Atenção Básica de sua região. Lá, é necessário solicitar encaminhamento para o Ambulatório de Processo Transexualizador. Todo o atendimento é regulado pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora.

O HU-UFJF integra a Rede Ebserh desde 2014. A Ebserh, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), foi criada em 2011 e administra 45 hospitais universitários federais. Esses hospitais atendem pacientes do SUS e apoiam a formação de profissionais de saúde, além do desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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