O governo de Minas Gerais, sob gestão de Romeu Zema (Novo), definiu o modelo de privatização da Copasa. De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (28/1), a venda das ações da companhia de saneamento ocorrerá por meio de distribuição secundária, onde acionistas controladores vendem suas participações sem emissão de novos títulos.
Segundo o documento, o Estado busca um investidor estratégico com capacidade financeira e experiência no setor. Minas Gerais detém 51% das ações da Copasa, e os recursos da venda serão destinados ao pagamento da dívida estadual ou ao cumprimento de contrapartidas do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Conforme o anúncio, o investidor poderá adquirir inicialmente 30% do capital social da empresa, com possibilidade de ampliação posterior. O governo mineiro pode manter 5% das ações caso encontre um comprador estratégico. Se não houver acordo, todas as ações poderão ser vendidas.
De acordo com O Tempo, o vice-governador Mateus Simões (PSD) afirmou que o Executivo pretende manter participação societária e uma cadeira no conselho da empresa. O documento também estabelece um “lock-up” de quatro anos, impedindo a venda total da participação nesse período.
Após esse prazo, a venda de 50% das ações será permitida se a Copasa cumprir metas de universalização dos serviços de água e esgoto ou após 31 de dezembro de 2033. O valor da empresa ainda não foi definido, mas Simões estimou que a privatização pode render cerca de R$ 4 bilhões.
