A Polícia Civil de Santa Catarina informou neste sábado (31/1) que um dos adolescentes inicialmente tratado como suspeito no caso do cão Orelha, morto a pauladas na Praia Brava, em Florianópolis, agora é considerado testemunha.
De acordo com a investigação, o jovem não aparece nas imagens analisadas pela polícia. A família apresentou provas de que ele não estava no local no dia do crime, ocorrido em 4 de janeiro. O adolescente também negou participação.
Segundo a Polícia Civil, ainda falta ouvir o depoimento de um dos suspeitos. Os nomes não foram divulgados, e a reportagem não localizou os advogados dos envolvidos.
As provas coletadas até o momento descartam a tentativa de afogamento de outro cão, conhecido como Caramelo, que vivia próximo a Orelha. O animal sobreviveu e foi adotado.
O inquérito também não encontrou relação entre o crime e desafios online envolvendo crianças e adolescentes, hipótese levantada em publicações sobre o caso.
Na quinta-feira (29/1), a polícia apreendeu os celulares de dois adolescentes suspeitos. Eles estavam nos Estados Unidos em viagem de formatura.
Orelha era um cão comunitário da Praia Brava. Moradores encontraram o animal ferido e o levaram ao veterinário, mas ele não resistiu aos ferimentos e foi submetido à eutanásia.
O caso foi denunciado à polícia no dia 16 de janeiro e ganhou repercussão nacional, com protestos e manifestações de artistas e ativistas pelos direitos animais.
Além dos adolescentes, três adultos foram indiciados por coação de testemunha. Eles são familiares dos suspeitos – dois pais e um tio.
