O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que deixará o cargo em março para concorrer à Presidência, enfrenta insatisfação entre servidores públicos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG). De acordo com a entidade, os mandatos de Zema foram marcados por falta de diálogo e defasagem salarial.
Geraldo Henrique, diretor político do Sindpúblicos-MG, afirmou em entrevista ao programa Café com Política, do canal de O TEMPO no YouTube, que a gestão priorizou a Lei de Responsabilidade Fiscal em detrimento de reajustes. Segundo ele, agendar reuniões com o governo tem sido difícil.
De acordo com Henrique, o problema se estende ao vice-governador Mateus Simões (PSD) e aos secretários. Ele afirma que o Executivo mineiro usa justificativas fiscais para evitar negociações salariais, mesmo após a saída do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag).
O Propag, segundo o sindicalista, permite recomposição inflacionária, mas o governo não avançou nessa direção. Henrique citou casos de servidores que recebem menos que um salário mínimo, situação que considera crítica.
Com a saída de Zema para a disputa presidencial, o sindicato espera que os próximos governantes priorizem a recomposição salarial anual e o diálogo com as categorias. Uma mesa de negociação com a Secretaria de Planejamento é uma das demandas apresentadas.
O governo de Minas não se pronunciou sobre as críticas até o fechamento desta publicação. O espaço segue aberto para manifestações.
