Um ônibus de romeiros envolvido em um acidente que deixou 15 mortos em São José da Tapera, no sertão de Alagoas, realizava transporte clandestino de passageiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O veículo, com cerca de 60 pessoas, saiu de Juazeiro do Norte (CE) e retornava a Coité do Nóia (AL), origem da romaria.
De acordo com a ANTT, o ônibus, de placa JJB3D75, não possuía certificado de segurança veicular, seguro de responsabilidade civil ou licença de viagem válidos. O acidente ocorreu por volta das 4h40 na “curva do S”, trecho conhecido por ser perigoso.
O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino, afirmou desconhecer a irregularidade e disse que a documentação foi verificada durante o processo licitatório. Ele informou que o grupo de romeiros tinha cerca de 800 pessoas em 17 ônibus.
Detalhes do acidente
O veículo capotou e parte dele pegou fogo, segundo testemunhas. A retirada dos corpos foi concluída pelo Corpo de Bombeiros de Alagoas. Entre os mortos estão cinco homens, sete mulheres e três crianças.
Paulo Roberto, assessor de comunicação de Coité do Nóia, que estava em outro ônibus, relatou ter visto o acidente. “Vimos pessoas voando, gritando”, disse. O grupo havia saído de Juazeiro do Norte às 21h30 da noite anterior.
Atendimento às vítimas
Os sobreviventes foram encaminhados a hospitais da região. Uma criança de 9 anos, com traumatismo craniano, está em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
O resgate contou com equipes do SAMU, Bombeiros, Polícia Militar e aeronaves do Departamento Estadual de Aviação (DEA). A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente.
O governador Paulo Dantas decretou luto oficial de três dias no estado. A prefeitura de Coité do Nóia afirmou estar prestando assistência às vítimas e familiares.
