O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), afirmou que há falta de coordenação entre os órgãos públicos no caso do vazamento de 220 mil m³ de água com sedimentos da mina de Fábrica, da Vale. O incidente ocorreu entre Congonhas e Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais.
De acordo com o prefeito, em entrevista ao programa Café com Política, órgãos estaduais e federais tomaram decisões sem consultar as prefeituras locais. Ele destacou que as ações municipais ficaram comprometidas pela falta de articulação.
“Muitas vezes, eles chegam nesse território ignorando por completo as estruturas municipais”, disse Cabido. Ele reforçou a necessidade de reconhecer as medidas já adotadas pelas cidades antes de novas intervenções.
A Prefeitura de Congonhas suspendeu o alvará de funcionamento da Vale após o vazamento. A medida visa exigir da empresa comprovação de segurança em suas estruturas para evitar novos incidentes.
Segundo informações do O Tempo, o governo de Minas multou a Vale em R$ 1,3 milhão por poluição ambiental e falha na comunicação do acidente. O MPF também pediu o bloqueio de R$ 1 bilhão das contas da mineradora.
Prefeito critica falta de articulação
Cabido afirmou que foi surpreendido pelas decisões de outros órgãos e considerou a multa aplicada pela baixa. Ele comparou o caso aos desastres de Mariana e Brumadinho, citando impunidade devido à descoordenação entre esferas de poder.
O prefeito também destacou que os municípios afetados por tragédias ambientais tiveram pouco protagonismo nas ações de reparação. Ele defendeu maior participação das prefeituras nos processos decisórios.
