Dois vazamentos de lama ocorreram nas minas de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas, na região Central de Minas Gerais, em menos de 24 horas. De acordo com o jornal O Tempo, os incidentes, sob responsabilidade da Vale, foram registrados em 25 e 26 de janeiro.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou os casos como um “sinal vermelho”. Ele fez a declaração durante a apresentação do balanço dos cinco anos do acordo de reparação pelo rompimento da barragem em Brumadinho, que matou 272 pessoas em 2019.
O primeiro vazamento ocorreu na mina de Fábrica no mesmo dia do aniversário do desastre de Brumadinho. O segundo foi registrado na mina de Viga no dia seguinte. A Vale recebeu uma multa de R$ 3,3 milhões e obrigações de reparação ambiental.
Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Lyssandro Norton Siqueira, os vazamentos geram desconfiança, mas não estão relacionados a rompimentos de barragens. Ele afirmou que a Vale adotou medidas de contenção, mas as chuvas dificultam ações mais completas.
O MPF classificou os casos como “a maior tragédia ambiental no Brasil desde Brumadinho”. Representantes dos atingidos pelo desastre de 2019 relataram impacto emocional com os novos vazamentos.
Suspensão de atividades
O governo de Minas Gerais manteve a suspensão das atividades nas duas minas até que a Vale comprove a eliminação dos riscos. Na mina de Viga, a paralisação é total. Na mina de Fábrica, afeta apenas a cava 18.
A Vale afirmou que os extravasamentos envolveram água com sedimentos, não rejeitos de mineração. A empresa disse que os casos foram contidos, não houve feridos e atribuiu as ocorrências ao volume elevado de chuvas.
