Foto: Ana Maria Reimer
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PF investiga venda ilegal de canetas emagrecedoras por estudante de medicina

A Polícia Federal (PF) investiga uma estudante de medicina suspeita de vender canetas emagrecedoras ilegais pela internet. Nesta quinta-feira (5), um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Almirante Tamandaré (PR). Segundo a PF, a suspeita cursa medicina em uma universidade paraguaia, mas sua identidade não foi divulgada.

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De acordo com as investigações, a estudante comercializava medicamentos de uso controlado sem prescrição médica e sem autorização da Anvisa. A denúncia partiu de um anônimo. Durante a ação, foram apreendidas 14 caixas de Tirzepatida 15 mg/0,5 ml, conhecida como Mounjaro.

A PF classificou a conduta como de “elevada gravidade” por colocar a saúde pública em risco. “Medicamentos para diabetes tipo 2 estão sendo usados indiscriminadamente para fins estéticos, sem acompanhamento médico e fora da legislação sanitária”, alertou a polícia.

Funcionamento das canetas emagrecedoras

As canetas emagrecedoras agem no cérebro estimulando o receptor GLP-1, reduzindo o apetite. Originalmente desenvolvidas para tratar diabetes tipo 2, também são indicadas para casos de excesso de peso com riscos à saúde.

Em abril de 2025, a Anvisa passou a exigir retenção de receita médica para venda de agonistas de GLP-1, como Ozempic. A medida visa evitar uso indiscriminado e garantir acompanhamento profissional, já que esses medicamentos afetam hormônios e metabolismo.

Segundo Adam Collins, especialista em nutrição da Universidade de Surrey, o uso prolongado desses medicamentos pode reduzir a produção natural de GLP-1 pelo corpo. “A interrupção do tratamento sem mudanças na alimentação e hábitos pode levar a ganho de peso”, explicou em entrevista à BBC.

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