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Inflação acumulada de 2025 em Montes Claros supera a do país segundo o IPC Moc da Unimontes

A inflação acumulada em 2025 no município de Montes Claros atingiu 5,61%. Este valor é superior aos 4,26% registrados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o parâmetro oficial do Governo Federal.

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De acordo com informações da Unimontes, o dado foi extraído de uma pesquisa de variação de preços realizada pelo Setor de Índice de Preços ao Consumidor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

O levantamento indicou que o Índice de Preços ao Consumidor do Município de Montes Claros (IPC Moc) de dezembro do ano passado foi de 0,34%. Em novembro, o índice havia sido de 0,21%.

Grupos de Produtos e Serviços

O Grupo Alimentação, que possui o maior peso (29.4700) no orçamento doméstico, apresentou uma variação positiva de 0,43%. Este grupo contribuiu com 0,12% para o resultado final do IPC Moc.

Entre as variações positivas neste grupo, destacam-se fermento (4,44%), vinagre (4,05%), margarina (3,30%), maionese (3,29%), massa para bolo (2,82%), sopão (2,41%), presunto (2,41%), massa de tomate (2,40%), macarrão talharim (1,26%) e pão (1,25%).

Houve também aumentos em batata inglesa (27,83%), cebola seca (21,35%), abacate (20,50%), mamão (13,44%), maracujá (13,40%), cará/inhame (12,60%), banana prata (12,48%), miúdos e vísceras (2,89%), carne bovina (2,78%) e pescados (1,09%).

Por outro lado, foram registradas quedas de preço em chocolate granulado (-4,53%), leite longa vida (-4,00%), leite de coco (-3,92%), almôndega (-3,33%), café (-2,66%), farinha de mandioca (-2,35%), água de coco (-2,10%), óleo de soja (-1,96%) e palmito (-1,32%).

Outras reduções incluíram massa para pastel (-1,11%), quiabo (-15,81%), limão (-15,61%), berinjela (-14,86%), cenoura (-6,63%), repolho (-4,60%), kiwi (-3,95%), milho verde/espiga (-3,34%), jiló (-3,08%), batata doce (-2,99%), uva (-2,82%), alho (-2,50%), abacaxi (-1,85%), vagem (-1,84%), arroz (-2,39%), ovos (-1,76%), feijão (-1,64%) e carne avícola (-1,51%).

O Grupo Vestuário, com peso de 5.9800, apresentou uma variação positiva de 0,85%. Este grupo contribuiu com 0,05% para o resultado final do índice.

As principais variações positivas foram mosquiteiro (4,90%), cobertor de solteiro (4,57%), lençol de casal (3,04%), toalha de banho (3,03%), edredom (2,19%), toalha de rosto (2,10%), fronha (1,73%) e cobertor de casal (1,11%).

Também houve aumentos em camisa (7,11%), jaqueta (5,68%), calça jeans (5,41%), tênis (4,50%), sapato (4,37%), chinelo (2,33%), meia (1,86%), cueca (1,85%), botina (1,56%) e blusa de malha (1,15%).

Em contrapartida, houve variação negativa em colcha de pique (-1,13%), vestido (-12,50%) e moletom (-1,14%).

O Grupo Artigos de Residência e serviços domésticos, com peso de 5.2400, registrou variação positiva de 0,83%. Sua contribuição para o índice final foi de 0,04%.

As variações positivas mais significativas foram circulador de ar/ar condicionado (12,30%), secadora de roupas (9,56%), sanduicheira/tostador (6,03%), freezer (5,99%), tanquinho (5,45%), aspirador de pó/enceradeira (5,22%) e aparelho telefônico (4,68%).

Outros itens com aumento foram computador (4,12%), móveis para sala (4,64%), berço (4,39%), armário de cozinha (4,20%), cama de casal (3,65%) e colchão infantil (2,52%).

As variações negativas incluíram espremedor de frutas (-3,46%), liquidificador (-1,40%), churrasqueira (-1,17%), facas (-4,50%), jogo de panelas (-2,98%) e aparelho de chá/café (-2,47%).

O Grupo Transportes e Comunicação, com peso de 19.6200, apresentou variação positiva de 0,23%. Este grupo contribuiu com 0,04% para o resultado final do IPC Moc.

Entre as variações positivas neste grupo, o etanol se destacou com um aumento de 3,26%.

O Grupo Saúde e Cuidados Pessoais, com peso de 9.7400, teve variação positiva de 0,39%. Sua contribuição para o índice final foi de 0,04%.

As principais variações positivas foram anti-inflamatório (8,74%), antidepressivo (7,16%), medicamentos para hipertensão (3,92%), colesterol (3,50%) e asma (2,31%).

Outros itens com aumento foram lixa para unha (5%), óleo para cabelo (4,10%) e shampoo (2,30%). Houve queda de preço em antitérmico (-2,23%), escova para cabelo (-3,35%) e escova dental (-2,12%).

O Grupo Educação e Despesas Pessoais, com peso de 8.7000, registrou variação positiva de 0,70%. Contribuiu com 0,03% para o resultado final do índice.

As variações positivas mais notáveis foram cigarro (4,31%), brinquedo (2,30%), hidrocor (1,18%), tinta guache (1,15%) e borracha (0,84%).

Houve quedas de preço em lapiseira (-5,96%), caneta (-2,53%), folha de papel (-1,61%) e lápis (-1,27%).

O Grupo Habitação, com peso de 21.2500, apresentou variação positiva de 0,08%. Sua contribuição para o resultado final do índice foi de 0,02%.

As principais variações positivas foram água sanitária (2,52%), inseticida (2,51%), carvão (2,40%), vela (2,09%), sabão em barra (1,86%), padrão de luz (5,45%), verniz (5,33%) e artigos de jardinagem (5,29%).

As variações negativas incluíram papel laminado (-3,36%), esponja de aço (-3,20%), desinfetante (-3,10%), saco de lixo (-2,78%), cera para assoalho (-2,10%), amaciante (-1,55%) e torneira (-1,01%).

IPC Moc e Cesta Básica

O IPC Moc é um indicador que mede a evolução do custo de vida das famílias em Montes Claros. Ele é calculado desde 1982 e avalia a variação de preços de bens e serviços consumidos por famílias com renda entre um e seis salários mínimos mensais.

A metodologia de cálculo compara os preços médios do mês atual com os preços médios do mês anterior.

Os preços dos produtos da Ração Essencial Mínima ou Cesta Básica (CB) tiveram variação positiva de 1,99% em dezembro de 2025. No mês anterior, havia sido registrada uma queda de -3,13%.

No ano passado, a Cesta Básica acumulou variação de 1,89%, em contraste com os 6,75% do ano anterior.

As informações para o cálculo da Cesta Básica de Montes Claros são provenientes da base de dados da pesquisa mensal de preços ao consumidor da Unimontes.

Em dezembro de 2025, um trabalhador local com renda bruta de R$ 1.518 utilizou 37,16% de seu salário para adquirir os 13 produtos da CB.

Os produtos incluem carne bovina, leite tipo C, feijão, arroz amarelão, farinha, tomate, batata, pão de sal, banana caturra, café, açúcar, óleo e margarina.

A Cesta Básica custou R$ 564,12, um aumento em relação aos R$ 553,06 do mês anterior. Após a compra da CB, restaram R$ 953,88 para outras despesas do trabalhador.

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