O Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, destaca a importância do exame no combate ao câncer de mama, doença responsável por cerca de 37 mil mortes de mulheres por ano no Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o acesso à mamografia para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a decisão se baseia em dados que mostram que 23% dos diagnósticos da doença ocorrem nessa faixa etária. A medida visa facilitar a detecção precoce e aumentar as chances de tratamento eficaz.
Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), afirma que o exame permite identificar o câncer em estágios iniciais. “Garantir o acesso à mamografia entre 40 e 49 anos significa oferecer a essas mulheres a chance de diagnóstico precoce”, diz.
Desinformação e fake news
Apesar dos benefícios comprovados, informações falsas sobre a mamografia têm afastado mulheres do exame. Estudos indicam que a realização anual do procedimento em mulheres de 40 a 75 anos pode reduzir a mortalidade em até 30%.
Segundo Buttros, vídeos que espalham medos infundados sobre radiação e eficácia do exame causam prejuízos. “Muitas pessoas se prejudicam por conta de informações falsas compartilhadas”, afirma o médico, ressaltando que o medo de mitos pode atrasar diagnósticos.
Segurança do exame
Um dos principais alvos da desinformação é a radiação utilizada na mamografia. O mastologista esclarece que o procedimento é seguro. “A quantidade de radiação é baixa, controlada e segue critérios rigorosos”, explica.
Buttros compara a exposição à radiação do exame com a exposição natural do dia a dia. “É menor do que aquela à qual somos expostos naturalmente ao longo do ano”, afirma.
Importância do diagnóstico precoce
A mamografia permite identificar alterações mínimas no tecido mamário, muitas vezes antes que o tumor seja palpável. De acordo com o especialista, isso aumenta as chances de cura e possibilita tratamentos menos invasivos.
“Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as chances de tratamentos menos extensos e melhor preservação da qualidade de vida”, finaliza Buttros.
