Professores da educação básica em municípios mineiros deixaram de receber R$ 163,7 milhões em 2025 por descumprimento do piso salarial do magistério. Segundo o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), responsável pelo levantamento, o valor não foi pago em 20,3 mil vínculos de trabalho.
De acordo com o TCE-MG, o painel interativo lançado nesta segunda-feira (9/2) analisou a folha de pagamentos de 841 municípios. O cálculo considerou o piso nacional de R$ 4.867,77 em 2025. Dados de 12 prefeituras não foram disponibilizados.
Municípios com menor adesão
O estudo aponta que 276 cidades têm baixa aderência ao piso, com menos de 60% dos professores recebendo o valor mínimo. Patrocínio, no Alto Paranaíba, registrou o pior índice: 91,89% dos docentes não receberam o piso.
Em contraste, apenas 14% das prefeituras cumpriram integralmente o pagamento. Belo Horizonte teve um dos melhores desempenhos, com 99,4% de aderência.
O presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, afirmou que a plataforma é um instrumento de transparência para fiscalizar políticas públicas educacionais. O diretor de Inteligência do tribunal, Fábio Costa, destacou que o objetivo é identificar e corrigir irregularidades.
