O Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo de Minas Gerais (Sindsisemg) relatou nesta segunda-feira (9/2) problemas estruturais e operacionais nas unidades de internação do estado. Segundo a entidade, há falhas na infraestrutura, falta de equipamentos de proteção e desvalorização dos servidores.
De acordo com o vice-presidente do Sindsisemg, José Alencar, as condições precárias têm levado ao adoecimento de trabalhadores e prejudicado o funcionamento das instituições. Ele citou veículos que quebram durante escoltas, colocando em risco adolescentes e servidores.
Segundo Alencar, os agentes não têm acesso a equipamentos como tonfas, escudos ou sprays de extratos vegetais. “Em situações de crise, o servidor precisa agir praticamente sem qualquer instrumento de proteção”, afirmou.
O sindicato atribui parte dos problemas à gestão da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Alencar criticou a substituição de servidores efetivos por celetistas e o repasse de recursos a organizações sociais sem resolver questões estruturais.
Alencar também questionou a transferência de funções como contenção, revista e escolta para particulares. “Atividades que envolvem poder de polícia não podem ser exercidas por particulares. Isso é ilegal e coloca todos em risco”, declarou.
Unidades com problemas
O sindicato listou unidades com problemas estruturais:
– Unidade Dom Bosco (Belo Horizonte): núcleo interditado por falhas elétricas e estruturais menos de um ano após inauguração;
– Unidade Horto (Belo Horizonte): dois núcleos interditados e falhas na caixa d’água;
– Unidade de Sete Lagoas: núcleo interditado após reforma de R$ 3 milhões;
– Unidade de Divinópolis: núcleo interditado há longo período sem previsão de obras.
O Sindsisemg informou que levará as denúncias a órgãos de controle e cobrará providências do governo estadual. A reportagem do jornal O Tempo solicitou posicionamento da Sejusp, mas não obteve retorno até a publicação.
