Quatro cooperativas de reciclagem popular atuarão na coleta e triagem de resíduos durante o Carnaval de Belo Horizonte, de 14 a 17 de fevereiro. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o projeto Reciclabelô, considerado o maior do tipo no país, receberá R$ 499,3 mil em recursos públicos para pagar diárias de R$ 150 a aproximadamente 450 catadores.
O contrato foi assinado nesta quinta-feira (12/2), quando os trabalhadores receberam kits com equipamentos como luvas, protetor solar e capas de chuva. Segundo Vilma Estevão, presidente da Cooperativa Solidária dos Trabalhadores da Região Leste (Coopesol), os materiais garantem mais dignidade ao trabalho dos catadores.
Em 2023, o Reciclabelô reaproveitou 40 toneladas de materiais recicláveis. “Os direitos têm sido conquistados por meio de luta e trabalho. O uniforme e os EPIs ajudam o catador a administrar o próprio trabalho”, afirmou Vilma durante a coletiva.
Conforme a PBH, os recursos serão repassados pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) às cooperativas via aditivo aos contratos de coleta seletiva. Neli Medeiros, da Coopersoli Barreiro, destacou que a diária do Carnaval é superior à média anual.
“No Carnaval, nosso ganho é muito melhor”, disse Neli, comparando os R$ 150 recebidos durante o evento com os R$ 50 obtidos em dias normais de trabalho.
Estrutura para o Carnaval
A prefeitura investirá R$ 114,2 mil em quatro centrais de triagem equipadas com tendas, mesas, cadeiras e segurança 24 horas. Serão disponibilizados ainda 80 big bags para armazenamento dos resíduos.
O prefeito Álvaro Damião afirmou que a parceria com os catadores é uma das ações que mais lhe enche de orgulho. O projeto conta com apoio da Copasa, MPMG, TRT da 3ª Região e MPT.
