A Justiça de Minas Gerais determinou a soltura da servidora da Polícia Civil acusada de desviar cerca de 200 armas e dinheiro da corporação. A decisão foi proferida na sexta-feira (13/2) pelo juiz Bruno Sena Carmona, da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a prisão preventiva foi revogada, permitindo que a acusada responda ao processo em liberdade. Ela foi afastada das funções de analista da Polícia Civil até o encerramento do caso.
A servidora responde por peculato em continuidade delitiva, crime relacionado ao desvio de bens públicos por agente público. Os fatos ocorreram no final de outubro de 2025, e a denúncia foi recebida pela Justiça em dezembro do mesmo ano.
Segundo o juiz, os fundamentos que justificaram a prisão preventiva deixaram de existir. A medida havia sido decretada para garantir investigações e evitar interferências, mas, com a conclusão do inquérito, não há mais necessidade de custódia.
O magistrado destacou que não foi confirmado envolvimento em organização criminosa, hipótese cogitada no início das investigações. Também avaliou que impactos administrativos não justificam a manutenção da prisão.
Além do afastamento, a servidora está proibida de frequentar unidades da Polícia Civil, especialmente a 1ª Delegacia do Barreiro, onde ocorreram os desvios. Ela também não pode manter contato com testemunhas, sob risco de nova prisão.
O juiz marcou audiência de instrução e julgamento para 24 de março. Determinou ainda o envio de laudos pendentes e da estimativa do prejuízo, informações necessárias para avaliar possível acordo de não persecução penal.
