O bloco afro Angola Janga desfilou na Avenida Amazonas, em Belo Horizonte, neste domingo (15/2). Criado em 2015, o grupo promove a cultura negra durante o Carnaval por meio de dança, cores e referências à ancestralidade.
De acordo com o O Tempo, entre os participantes estava a auxiliar administrativa Rosana, de 33 anos, baiana e moradora de BH há 15 anos. Ela afirmou que escolheu o bloco por representar sua identidade. “O axé pra mim é tudo, representa meu povo”, disse.
Natural de Nova Viçosa, na Bahia, Rosana declarou preferir o Carnaval de Belo Horizonte ao da sua cidade natal. “Aqui é muito bom, fica à vontade cada um com o estilo de fantasia”, explicou.
O professor Guilherme Henrique, de 23 anos, e Henrique da Ilha, de 30, também participaram do bloco. O casal destacou a diversidade da festa em BH. “Aqui é o bloco do amor. BH é a cidade do amor”, afirmou Guilherme.
Diversidade e crescimento
Henrique, que é baiano, participa do Carnaval de Belo Horizonte há três ou quatro anos. Ele afirmou perceber melhorias na festa. “BH é um carnaval que está cada vez se multiplicando”, disse.
Segundo o O Tempo, ele também ressaltou a variedade de blocos na capital mineira. “Belo Horizonte é um carnaval amplo, que dá amplitude para você direcionar para o que você quiser”, comentou.
Henrique ainda relacionou o Angola Janga à própria identidade. “Nesse bloco que estamos, ele me representa, até porque eu sou negro. Então representa a minha identidade”, afirmou.
O participante também destacou o acolhimento em BH. “Saiu nas pesquisas que o mineiro é muito acolhedor. De fato eu sinto essa acolhida do mineiro”, concluiu.
