Foto: Fiemg/Divulgação
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Construção do primeiro data center de IA pode começar em maio em Uberlândia

A construção do primeiro data center dedicado à inteligência artificial (IA) no Sudeste pode começar em maio em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, conforme anunciou o prefeito Paulo Sérgio Ferreira (PP). A obra depende da aprovação das licitações pelo governo estadual.

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De acordo com o prefeito, a empresa norte-americana RT-One, responsável pelo projeto, anunciou em 2025 um investimento de R$ 6 bilhões. Antes de operar em sua própria estrutura, a empresa testará as operações nas instalações da Algar, já existentes na cidade.

Data centers são estruturas de armazenamento e processamento de dados essenciais para a IA, que demanda alto volume de processamento. Segundo a RT-One, a maior parte da água usada no resfriamento dos equipamentos será substituída por outras substâncias.

O prefeito afirmou que o consumo de recursos naturais será limitado. “Consumirá menos do que um conjunto habitacional de 300 casas. É em uma área que não tem qualquer problema ambiental”, disse. A energia será fornecida por uma nova subestação da Cemig.

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, destacou o apoio da entidade à instalação de data centers no estado. “Os data centers são fundamentais para essa nova sociedade, e o Brasil, com sua matriz energética limpa, é o local ideal para eles”, afirmou.

Negociações com outras empresas

Além da RT-One, a prefeitura de Uberlândia negocia com outras três empresas para instalação de data centers na cidade. “Temos contato com duas empresas chinesas e mais uma americana”, disse o prefeito.

De acordo com O Tempo, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanez, defendeu a atração de data centers para o Brasil durante o seminário “Energia para o Futuro”. Ele destacou que essas estruturas consomem 2% da energia global, percentual que deve aumentar até o fim da década.

Passanez afirmou que o Brasil está bem posicionado para receber data centers devido à sua matriz energética sustentável. “É muito melhor que estejam aqui do que em locais com termelétricas”, disse.

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