Entre os dias 23 e 26 de fevereiro, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) participa de um mutirão para retificação de registro de pessoas indígenas em contexto urbano. A ação é realizada por meio do Escritório de Assessoria Jurídica Popular (Esajup) da Faculdade de Direito (Fadir) e do Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (Cieps) da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc).
O objetivo da iniciativa é incluir a etnia e o nome indígenas para aqueles que se identificam como indígenas. Isso se aplica a indivíduos em coletividades aldeadas ou desaldeadas (em contexto urbano) que preservam sua identidade cultural.
De acordo com Neiva Flávia de Oliveira, coordenadora do Cieps, a ação representa uma medida de reparação e justiça. “A importância, em primeiro lugar, é a reparação, reconhecer que a identidade indígena não é estar em um lugar, mas o vínculo com sua ancestralidade, é respeito à história e memória”, afirmou a professora.
O mutirão é resultado de uma parceria entre o Tribunal de Justiça, via Centro de Justiça e Cidadania (Cejusc), a Justiça Federal, por meio do Comitê JUSPOVOS, e a UFU.
Os atendimentos ocorrem no Fórum Abelardo Penna, localizado na Praça Prof. Jacy de Assis, s/n, Centro, Uberlândia. A intermediação dos atendimentos é feita por lideranças indígenas, que são as responsáveis por entrar em contato com os organizadores da ação.
