Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) indica que as taxas de inspeção sanitária do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) podem reduzir em até R$ 319 milhões o faturamento da indústria mineira de alimentos de origem animal. O relatório completo está disponível neste link.
De acordo com a Fiemg, a pesquisa também aponta uma queda de 0,06% no PIB de Minas Gerais, além da perda de aproximadamente 3,4 mil empregos e redução na massa salarial. O custo total das taxas nos setores de carnes, laticínios, aves, ovos e mel chega a R$ 360,7 milhões.
Em Minas Gerais, a cobrança é proporcional ao volume produzido, diferentemente de outros estados que adotam taxas fixas, valores simbólicos ou isenção. Segundo a entidade, isso aumenta os custos sem relação direta com o valor real da fiscalização.
O presidente do Sinduscarne, Pedro Braga, afirma que os dados mostram a necessidade de revisão do modelo. Ele ressalta que a fiscalização é essencial, mas deve ser feita de forma equilibrada para não prejudicar a competitividade das empresas.
Segundo informações de O TEMPO, o IMA ainda não se pronunciou sobre o assunto.
