Minas Gerais começa nesta segunda-feira (23/2) a vacinação contra a chikungunya em quatro cidades do estado. O projeto piloto, que inclui também municípios de Sergipe e Ceará, tem como objetivo avaliar a eficácia da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valença.
De acordo com o governo estadual, Sabará e Congonhas recebem as primeiras doses nesta segunda. Santa Luzia e Sete Lagoas terão vacinação a partir de quarta-feira (25/2). Minas Gerais recebeu inicialmente 28.800 doses, sendo 19.200 para Sabará e 9.600 para Congonhas.
Segundo o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, as cidades foram selecionadas devido à alta circulação do vírus nos últimos anos. Ele destacou também a proximidade com Belo Horizonte para facilitar o monitoramento.
Em Sabará, a vacinação ocorrerá em postos de saúde com horário estendido até 21h e pontos drive-thru. O prefeito sargento Rodolfo afirmou que a cidade utilizará estratégias como o “vacimóvel” para ampliar o acesso.
A vacina é aplicada em dose única e mostrou eficácia de quase 99% nos testes com voluntários. O projeto piloto visa avaliar o desempenho em condições reais para futuras decisões sobre inclusão no SUS.
Restrições e recomendações
O governo de Minas informa que a vacina está disponível para residentes de 18 a 59 anos nos municípios participantes. Não podem se vacinar gestantes, lactantes, imunocomprometidos e pessoas com histórico de alergia aos componentes.
A aplicação deve ser adiada em casos de febre ou infecção recente por chikungunya. Também não é recomendada a administração simultânea com outras vacinas.
De acordo com dados do governo estadual, Minas Gerais registrou 1.535 casos prováveis de chikungunya em 2026, com 1.001 confirmações. Não houve óbitos pela doença neste período.
O secretário Baccheretti afirmou que o cenário das arboviroses está controlado no estado, com maior concentração na região de Uberlândia. Ele destacou a importância da prevenção, já que 80% dos focos do mosquito estão em residências.
