Ricardo Laf.
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Encontro em Belo Horizonte discute capoeira como patrimônio cultural

O projeto “Expedições do Patrimônio” realizará um encontro sobre capoeira e seu processo de reconhecimento como patrimônio cultural de Belo Horizonte. O evento ocorrerá no próximo sábado, dia 28 de outubro, das 9h às 12h, no Centro de Referência das Juventudes (CRJ), localizado na Rua dos Guaicurus, 50, Centro.

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O encontro reunirá mestres, praticantes e interessados para discutir a relevância histórica e social da capoeira na capital mineira. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo Portal PBH. As vagas para participação são limitadas.

Participarão da discussão os mestres Beto Onça, Costela e Flecha, além da capoeirista Priscila Paiva. Eles compartilharão experiências e trajetórias relacionadas à capoeira em Belo Horizonte. A mediação do evento será feita por Patrícia Urias, Coordenadora do Educativo da Diretoria de Patrimônio Cultural (DIPC).

A atividade é direcionada a capoeiristas, estudantes universitários de diversas áreas, professores da educação básica das redes pública e privada, gestores educacionais e de centros culturais. Também é voltada para mediadores de aprendizagem em museus e centros culturais, pesquisadores e demais interessados em debates sobre patrimônio cultural.

Reconhecimento da capoeira como patrimônio

Entre 2006 e 2007, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) conduziu um estudo nacional sobre a capoeira. Em 2008, este estudo resultou no registro do Ofício dos Mestres de Capoeira e da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil.

Em 2014, a Roda de Capoeira foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Em Belo Horizonte, o processo de registro como patrimônio cultural imaterial foi iniciado em 2018 e está em fase final de reconhecimento.

De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, o projeto “Expedições do Patrimônio” foi criado em 2019. Ele promove encontros formativos sobre bens culturais da cidade, abordando temas como o Ofício dos Lambe-lambes, a Praça da Estação e o Conjunto Moderno da Pampulha.

Outros temas já abordados incluem os Quilombos Urbanos e o Largo do Rosário. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura.

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